A rodovia como causa
Quando o defeito da via, e não a conduta do motorista, explica o acidente.
O caminhão a 72 km/h e uma depressão de 16 cm



O caso
- Um cavalo mecânico com reboque carregado de laranjas saiu da pista e tombou fora do leito, de manhã, logo depois de uma curva vertical.
- O rastreador por GPS registrou, no momento do acidente, no máximo 72 km/h, abaixo dos 80 km/h permitidos para veículos pesados.
- O levantamento topográfico do local achou uma depressão de 16 cm no ponto em que o motorista disse ter perdido o controle, e ali a declividade transversal da pista mudava.
- Havia marcas de frenagem de outros veículos e registros de acidentes no mesmo ponto, um deles idêntico. A placa A-19, de depressão, não existia.
Como ajudamos o cliente
A empresa dona da carga precisava saber se o motorista tinha errado. Fomos ao local, levantamos o perfil da pista e cruzamos com o registro do rastreador e os discos do tacógrafo.
Mostramos por que um veículo pesado, com centro de gravidade alto, perde a estabilidade quando a depressão se soma a uma declividade transversal inconstante: o conjunto balança e tende a tombar, mesmo abaixo do limite.
Sem a placa de advertência, o defeito era inesperado para o motorista. O parecer o trata como concausa.
O defeito na pista, em corte
A velocidade, pelo rastreador
A causa foi a depressão no pavimento, somada a uma declividade transversal inconstante, que deixaram o conjunto instável e levaram à perda de controle e ao tombamento. A falta da placa A-19 foi concausa.
