Colisões
Dinâmica, velocidades e responsabilidade em colisões.
Um terceiro veículo que ninguém provou



O caso
- Dois carros bateram de frente numa curva à esquerda de uma rodovia de pista simples, com chuva e limite de 80 km/h. Um motorista morreu e cinco pessoas ficaram gravemente feridas.
- O laudo oficial aceitou a ideia de um terceiro veículo, um carro pequeno que teria perseguido uma moto, tocado um dos carros e o jogado contra o outro.
- A única base era o depoimento de uma testemunha, rico em detalhes e com cerca de 1 km de perseguição acompanhada. A motorista do carro supostamente tocado disse que não se lembrava de nenhuma ultrapassagem.
- Pelos danos, a colisão aconteceu na faixa do carro em que viajava o motorista que morreu.
Como ajudamos o cliente
Uma das vítimas sobreviventes nos contratou para refazer a dinâmica. Partimos dos próprios vestígios do laudo, e não do depoimento.
A marca na lateral do carro sobe da frente para trás e as deformações são típicas de choque contra objeto fixo. Numa ultrapassagem, o contato teria o sentido inverso, de trás para a frente.
Na beira da pista, o capim estava tombado no sentido contrário, os fragmentos estavam cobertos por solo e mato novo, e a placa caída não tinha marca de impacto. A trajetória proposta nem cabia no raio de giro de um carro.
O sentido do contato: o que se achou e o que a tese exigiria
O carro que invadiu a faixa contrária deu causa à colisão. Não há evidência da participação de um terceiro veículo.
