Falhas veiculares
Quando o defeito ou a manutenção do veículo explica o acidente.
A carreta tombou a 53 km/h. Não era só a velocidade



O caso
- Um caminhão-trator com semirreboque tombou numa curva fechada, em declive, de uma rodovia de pista simples. O motorista morreu.
- A empresa apresentou o relatório do rastreador cortado, com 80 km/h. O relatório completo, dois minutos depois, marcava 53 km/h no instante do tombamento.
- O caminhão tinha um quarto eixo direcional instalado depois da fábrica, aprovado em vistoria “com apontamento”. As bolsas de ar desse eixo estavam vazias: o rodado não tocava o chão.
- As fotos mostram mangueiras e componentes impregnados de óleo, sinal de manutenção inadequada. O próprio motorista relatou, em áudios, defeitos no eixo e no peso do veículo.
Como ajudamos o cliente
Mostramos que a leitura do disco de velocidade estava errada: a fita marca intervalos de 5 minutos, e o caminhão vinha freando. O pico de 80 km/h não era a velocidade do tombamento.
As marcas de frenagem que a outra parte atribuía ao caminhão, com 137 m, dariam 164 km/h. Eram marcas de outros eventos: o laudo da outra parte registra que o caminhão tinha ABS, que deixa marcas bem menos nítidas, e as marcas apresentadas tinham outro desenho.
O método usado contra o motorista valia para curva simples, não para esta curva composta. A pista tinha 3,30 m de largura, abaixo do mínimo de 3,50 m, sem superlargura, e o sinal de velocidade estava encoberto.
As velocidades em disputa
A curva onde tudo aconteceu
Deram causa ao evento as condições inseguras da via e os problemas mecânicos do veículo, relatados pelo motorista pouco antes: desbalanceamento da carga ou falhas na suspensão.
